quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Aurora Da Minha Vida

Uma das reflexões que aprendi a fazer depois de um tempo de discurso sobre transformação social é: que é preciso dar conta da mudança que se produziu...
Muitas vezes durante meu trabalho estive diante do desafio entre permanecer onde se estava, mesmo que equivocado e sofrêgo, ou, abrir-se para as mudanças que supunha querer até que elas estivessem diante de mim exigindo que deixasse de ser.
Não é nada fácil admitir ter chorado desejando algo para o qual não se pode preparar, de fato, já que a energia foi gasta no drama e na manutenção da situação de sofrimento.
No território do autoconhecimento é árdua a luta pela verdadeira evolução.
Tenho refletido muito nestes tempos sobre os diversos líderes religiosos, políticos, entre outros, que já vivenciaram práticas e deixaram legados que poderiam ter mudado radicalmente a história da humanidade... todavia, no âmbito da vivencia individual o ritmo é tão peculiar e intangível que para muitos algumas ideias hoje recorrentes ainda são coisas tidas como impossíveis.
Cá estou, redundando, entre desejos que um dia tive e que hoje são verdades. Mas, que me colocam num território de insegurança... o que fazer de mim agora que o mundo mudou? Por mais que alguns entendimentos ainda precisem ser superados, para quem olha com certa distância, já se percebe uma aura diferente, um jeito de ser diferente. Pareço estar de fora de uma história que ajudei a escrever...
Mas, para onde ir, agora neste novo contexto que nem posso saber ao certo o que é? Quem está aqui agora para fazer escolhas sobre o que quer que seja?
Este texto está confuso até para mim... Mas, soa como um instante da existência onde se está a tomar consciência de que já não se é mais o que fora... embora, ainda não esteja claro o devir... E, já se sabe ninguém chega onde não sabe que quer ir...
Aqui a necessidade de reforçar: é preciso dar conta da mudança que se produziu. Deixar de ser lagarta e aceitar a existência como borboleta, afinal, sem aceitação, tudo perde o sentido e a beleza.
A razão de tal reflexão nestes dias é minha própria vida. São quase cinquenta anos, meio século, que em termos de universo não são nada... Mas, em minha existência constituíram-se no marco entre uma história triste e um renascer para a infinitude da alma. Para a necessidade de optar sempre por fazer parte da solução. Porém, num paradoxo, infelizmente não conseguir ser o que desejei... e, por vezes, confesso, desejar voltar para o sombrio território da ignorância.
Lá se vão dias inglórios, marcados pela dor e pelo desespero...
São passado agora...
Todavia, seguirão sua trajetória já que é impossível mudar o que foi. Ainda que seja clara a aurora... que traz consigo o prenúncio do renascimento. Nem se sabe mais voltar até lá... tudo mudou... o significado é outro... o sentimento é outro...
Só resta agora o jargão: Carpe diem...



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Alimento para todos e todas



Estamos chegando a um entendimento, cada vez mais claramente, de que o ser humano precisa da vida social. Foi doloroso o caminho para a humanidade chegar nesse nível de consciência. Durante muito tempo estivemos dirigindo nossa existência através da lógica da adversariedade e isto resultou numa convivência pautada pela agressividade e pela competição. Onde todos, agressores e agredidos, tornaram-se vítimas presas num ciclo vicioso de ódio e medo. O resultado disso tem sido uma existência no sofrimento onde não há lugar para princípios de solidariedade, justiça e paz. Em geral, estávamos focados na configuração de um território hostil para justificar um "resultado chamado guerra". Durante as várias leituras que fiz do livro O Menino Do Dedo Verde de Saint Exupery enfrentei um profundo sentimento de desconexão com minha espécie. A leitura proporcionou-me um questionamento de como e quando tal confusão teve início? Quando a espécie humana encontrou e decidiu investir nessa forma de relacionamento entre si e com tudo a que tivesse acesso? Não encontrei resposta plausível. Todavia, caminhando e submetendo-me a alguns exercícios de autodesenvolvimento fui acessando entendimentos diferenciados que apontaram para outras possibilidades de convivência. Navegando na internet encontrei-me com esse vídeo, já visto em outros momentos, mas que agora veio de encontro com a publicação da semana que vem propôr uma reflexão sobre a aurora que tem nos motivado a um entendimento de conexão e de pertencimento universal que está a abrir para a espécie humana uma ampliação de seu ponto vista permitindo o alcance da realidade de que somos todos parte do Universo sem a dicotomia do certo ou errado, do bonito ou do feio, do melhor e do pior. E, principalmente, permitindo o alcance do entendimento de que a solução dos problemas encontra-se no entendimento dos mecanismos de manutenção destes. Afinal, tudo que se fecha em si mesmo termina por se autodestruir.