quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Contra (ditos)...

Estamos entrando na época Natalina.
Poderia passar sem dizer palavra sequer sobre este assunto, já que para mim trata-se de uma festa religiosa. 
Todavia, em meio a tanta informação, vejo uma ignorância absoluta, principalmente no "fiel", imerso em práticas da qual não conhece a origem e quem dirá o significado.
Neste dias tenho me perguntado de que Cristianismo estamos falando?
Vejo comentários sobre comida, bebida, passeios, encontros familiares, tempos de celebração e perdão... sem a menor coerência com o que e de fato se sabe e pratica em tais dias.
Como festa religiosa, o que propõe, o Natal para os praticantes de religiões que o celebram?
No emaranhado da vida vejo gente que nunca leu um livro religioso. Não fez nenhum voto nem contrato de lealdade com nenhuma religião, mas que dá pitaco no que comer não comer, beber não beber, na festa natalina da família que nunca se encontra porque, caso o faça, não sabe conviver pacificamente.
Alguém, por acaso, pode me explicar que barafunda é essa e qual o objetivo real disso ser perpetuado ano após ano?
Verdade mesmo é que o óbvio incomoda. 
A obrigação do conviver, do social, do "sempre unidos" na cômoda zona da hipocrisia...
Tudo se faz, ano após ano, para continuar tudo do mesmo jeito.
E Jesus Cristo lá, crucificado para todo o sempre por alguns, desconhecido de quase todos e bode expiatório dos que se usam desse engodo para continuar nesse nauseante estado de ignorância.
Sim, sou crente, tenho que ser, minha natureza o exige... creio do meu jeito, sigo minhas intuições e acredito nas leis universais... Creio em todos os líderes religiosos que já viveram, a seu modo fizeram o melhor que puderam, e muito mais que eu, que mal consigo estudar para saber da verdade,. Abomino, os usurpadores, charlatães e imorais que usam da falta de ética para enredar os que ainda não tem consciência da verdade universal. 
Há religiões Cristãs que não celebram Natal a esse modo. Há religiões Cristãs que não concordam nem com a data do Natal. Há, há práticas que nem sequer fazem sentido no terrítório onde são celebradas... neve, Papail Noel de roupa vermelha e quente... Já que Jesus nasceu e viveu foi no oriente, no calor usou túnica...sem entrar em méritos de raça e cor de pele porque vira um interminável bafafa de hipocrisias e preconceitos... E, por ai vai... 
Quem está por detrás deste Cristianismo?
Isso tudo é meramente humano? Pode a inteligência humana engendrar tantos contraditos? 
Mais que isso: desejaria saber quem ganha com tudo isso? O que ganha? Para que?
Não estou criticando ninguém que siga, goste, pratique, queira que continue... tal, e tal. Estou cá com meus botões fazendo perguntas sobre o que eu mesma vivencio já que num dado momento perguntei-me porque faço tudo isso? Não vou citar autores, referências e tal porque isso é comigo. Tenho esse direito e quero exercê-lo.
Continuarei questionando até que uva passa, mais que gostosa e saudável, faça sentindo no Natal já que a safra de uva começa em janeiro... Até que me expliquem a bebida alcóolica numa celebração religiosa (inclusive a da comunhão...) já que a embriagues é um 'pecado'? 
E por aí seguirei... já que tenho muitas perguntas mas aqui decidi pensar o Cristianismo... muito simploriamente, claro. 


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Cultive Suas Alegrias


Cultive suas alegrias...
Sua alegria precisa de cultivo.
Não se pode esperar manifestar aquilo que não se cultivou com determinação e empenho.
Tudo em sua essência é plenamente belo.
Para mim a flor é a manifestação da alma da planta... todas em suas infinitas formas de manifestação são belas... cada qual com sua singularidade.
Todas trazem várias possibilidades... alimentar... perfumar... remediar... a mais tocante manifestar a beleza.
Algumas plantas são capazes de produzir flores de uma beleza exótica... única. Mesmo que a  planta em si nem sempre diga do que é capaz...
Sábio engenho do universo. Numa dança contínua abre possibilidades infinitas para a beleza do ser. 
Nada pode ser mais inebriante do que a alegria que se faz flor... 
Cultive-a e sinta!


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Celebração...

Absolutamente tudo na vida precisa de gratidão...
Tudo precisa do momento em que será celebrado... 
Esse é o momento que marca a transição no aprendizado das lições da vida.
Exatamente hoje completo um ciclo de 10 anos de relacionamento... 
Um tempo que passou repleto de vivências de emoções intensas... 
Foram intensas em todos os aspectos da vida... 
Todas as emoções estiveram presentes... intensas e verdadeiras...
Houve tristeza... raiva... medo... algumas angústias e ansiedades...
Houve ternura... empatia... alegria... 
Houve perseverança uma amiga muito íntima do amor...
Houve amor...
Que vestiu muitas roupagens para se fazer presente em todos os momentos... sábio amor...
Não foi tolamente iludido... foi amor de verdade aquele que banca o desafio de sobreviver cada vez mais sereno e harmonioso... 
É possível sim que o amor vá se esclarecendo com o tempo... deixando evidente que os movimentos da vida cotidiana são necessários para sua melhor apresentação...
Como já citado "só o amor conhece o que é verdade"... 
Hoje celebro em mim, sem exigências insanas para o outro, esse momento de minha história que esteve marcado pela presença forte de um sentimento de companheirismo, parceria, lealdade que foram ao longo do tempo se mostrando amor... desses que respeita o direito do outro... que deseja para ele sempre a melhor escolha e um infinito de alegrias. 
Quem se não o amor pode respeitar a diferença? Mais que isso encontrar caminhos para a convivência?
Aqui e agora agradeço para a eternidade essa vivência que fez de mim um ser humano melhor... Agradeço ao meu companheiro com toda inteireza que consigo agora... Falo convicta de que nesses 10 anos, embora tenham havido inúmeros contratempos, aprendi o significado de porto seguro. Aprendi que estar junto não tem que ser prisão... não tem que ser renúncia... não tem que ser obrigação... Estar junto é uma soma dos altos e baixos da vida se movimentando num espiral que vai unindo as coisas de um tal jeito que não fazem mais sentido sozinhas... com uma clareza tão óbvia que não permite ilusões nem falsas expectativas... de uma nobreza que impedirá o desvanecimento da história.
Gratidão meu grande companheiro. Tens em mim, para a eternidade, alguém com quem sempre poderás contar.



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Gratidão

Agradeça.
A beleza de tudo que faz parte do seu cotidiano.
Preste atenção aos seus resultados.
Agradeça.
A flor que você mesmo cultivou é tão linda e nobre quanto a flor que o outro cultivou... E, nunca será a flor que o outro cultivou...
Veja, sinta, e deleite-se com o resultado... a cor, o perfume, tudo está ali... feito por você mesmo. Numa soma com o que a Natureza tem para oferecer. Num infindo processo de criação e transformação.
Veja... a flor que você junto com a Natureza cultivaram faz agora parte da eternidade... estará sempre ai... no fato legitimado de sua contribuição a sua existência eterna.
Isso é multiplicar o talento...
A roseira, minha roseira, foi presente de uma vizinha enquanto muda... hoje é uma planta linda que exala perfume e beleza para todos nós... contribui para os passarinhos... as abelhas... e ama adubo orgânico...
Que mais cabe aqui senão agradecer?
Só quando entendemos que é preciso respeitar e agradecer a absolutamente tudo que existe é que entendemos Deus... esse fluxo único de energia que da vida infinita e universal a tudo e todos.
Agradeça.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Represente-me...

Estamos no período eleitoral...  não é possível evitar ser afetado neste processo... mais que isso fazer parte...
Na situação atual  configura-se um quadro onde temos a disputa de duas forças que defendem posturas extremas... Uma que se diz mais humanizada e a outra que se diz mais arbitrária. 
Como cidadão ficou difícil a participação já que todo exagero é autodestrutivo. Para um lado ou para o outro o extremo produz guerra.
As motivações para tal configuração são reais em ambas as concepções... estamos num momento de desordem e clamamos pelo restabelecimento desta... "só que não"... somos uma nação constituída pela colonização... de nosso mesmo só o que os índios tinham aqui... no mais é uma mistura tão complexa que resultou numa deficiência de caráter que tem saltado aos olhos neste momento de pleito eleitoral... somos subdesenvolvidos ainda... longe do que se pode chamar civilização... nos afastamos demasiado das nossas raízes indígenas e não conseguimos pertencer ao trazido de outras gentes... e, o que parecia ser alegria, espírito cordial e gentil, tem se mostrado como meramente um estado de imbecilidade que nos tornou manipuláveis e imaturos tal qual o adolescente que na busca de sua identidade arrota uma independência que na realidade não quer, não sabe o que fazer com ela, e, uma suposta identificação com o outro através de amizades das quais não sabe nem sequer o sobrenome quanto mais a história de vida e as causas a que defende e pertence... 
O conhecido momento onde o escravo prefere continuar a ter senhor já que só conhece escravidão e não se sente instrumentalizado para buscar outras formas de existir... a sinhá e o sinhô acostumados a viver da imposta servidão do outro apegados aos "sim Sinhô... sim Sinhá" aceitam de bom grado o que parece ser o melhor para todos e de chibatada em chibatada seguem iludidos por crenças de caridade e bondade e requintam a crueldade com ideias rebuscadas que fedem a carniça apesar de toda pompa e circunstância! Da para fazer esse entendimento em todas os formas de relacionamento no subdesenvolvimento... mudam os papeis/funções mas o enredo é sempre o mesmo... 
Mas, é o caos... ele sim é real... e, embora alguns contestem veementemente sua necessária existência, só ele pode nos apontar o caminho da mudança... 
O patriotismo está desfalecido... para qualquer lado a sombra é total... 
Mas, como assim caminha a humanidade... dia 28.10.18 consumaremos a momento da história em que de qualquer forma estaremos de volta a caverna numa nova releitura da Divina Comédia de Dante... já que Buda, Madre Tereza de Calcutá, Xico Xavier, Jesus, Gandhi, e tantos outros filósofos, psicólogos ainda são nossos desconhecidos.
Drama? Pessimismo? Pensamento unilateral e limitado? 
Seja o que for, estamos diante de duas possibilidades... sem volta... sobra aguardar pelo andar da carruagem para que as abóboras se ajeitem!


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Aurora Da Minha Vida

Uma das reflexões que aprendi a fazer depois de um tempo de discurso sobre transformação social é: que é preciso dar conta da mudança que se produziu...
Muitas vezes durante meu trabalho estive diante do desafio entre permanecer onde se estava, mesmo que equivocado e sofrêgo, ou, abrir-se para as mudanças que supunha querer até que elas estivessem diante de mim exigindo que deixasse de ser.
Não é nada fácil admitir ter chorado desejando algo para o qual não se pode preparar, de fato, já que a energia foi gasta no drama e na manutenção da situação de sofrimento.
No território do autoconhecimento é árdua a luta pela verdadeira evolução.
Tenho refletido muito nestes tempos sobre os diversos líderes religiosos, políticos, entre outros, que já vivenciaram práticas e deixaram legados que poderiam ter mudado radicalmente a história da humanidade... todavia, no âmbito da vivencia individual o ritmo é tão peculiar e intangível que para muitos algumas ideias hoje recorrentes ainda são coisas tidas como impossíveis.
Cá estou, redundando, entre desejos que um dia tive e que hoje são verdades. Mas, que me colocam num território de insegurança... o que fazer de mim agora que o mundo mudou? Por mais que alguns entendimentos ainda precisem ser superados, para quem olha com certa distância, já se percebe uma aura diferente, um jeito de ser diferente. Pareço estar de fora de uma história que ajudei a escrever...
Mas, para onde ir, agora neste novo contexto que nem posso saber ao certo o que é? Quem está aqui agora para fazer escolhas sobre o que quer que seja?
Este texto está confuso até para mim... Mas, soa como um instante da existência onde se está a tomar consciência de que já não se é mais o que fora... embora, ainda não esteja claro o devir... E, já se sabe ninguém chega onde não sabe que quer ir...
Aqui a necessidade de reforçar: é preciso dar conta da mudança que se produziu. Deixar de ser lagarta e aceitar a existência como borboleta, afinal, sem aceitação, tudo perde o sentido e a beleza.
A razão de tal reflexão nestes dias é minha própria vida. São quase cinquenta anos, meio século, que em termos de universo não são nada... Mas, em minha existência constituíram-se no marco entre uma história triste e um renascer para a infinitude da alma. Para a necessidade de optar sempre por fazer parte da solução. Porém, num paradoxo, infelizmente não conseguir ser o que desejei... e, por vezes, confesso, desejar voltar para o sombrio território da ignorância.
Lá se vão dias inglórios, marcados pela dor e pelo desespero...
São passado agora...
Todavia, seguirão sua trajetória já que é impossível mudar o que foi. Ainda que seja clara a aurora... que traz consigo o prenúncio do renascimento. Nem se sabe mais voltar até lá... tudo mudou... o significado é outro... o sentimento é outro...
Só resta agora o jargão: Carpe diem...



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Alimento para todos e todas



Estamos chegando a um entendimento, cada vez mais claramente, de que o ser humano precisa da vida social. Foi doloroso o caminho para a humanidade chegar nesse nível de consciência. Durante muito tempo estivemos dirigindo nossa existência através da lógica da adversariedade e isto resultou numa convivência pautada pela agressividade e pela competição. Onde todos, agressores e agredidos, tornaram-se vítimas presas num ciclo vicioso de ódio e medo. O resultado disso tem sido uma existência no sofrimento onde não há lugar para princípios de solidariedade, justiça e paz. Em geral, estávamos focados na configuração de um território hostil para justificar um "resultado chamado guerra". Durante as várias leituras que fiz do livro O Menino Do Dedo Verde de Saint Exupery enfrentei um profundo sentimento de desconexão com minha espécie. A leitura proporcionou-me um questionamento de como e quando tal confusão teve início? Quando a espécie humana encontrou e decidiu investir nessa forma de relacionamento entre si e com tudo a que tivesse acesso? Não encontrei resposta plausível. Todavia, caminhando e submetendo-me a alguns exercícios de autodesenvolvimento fui acessando entendimentos diferenciados que apontaram para outras possibilidades de convivência. Navegando na internet encontrei-me com esse vídeo, já visto em outros momentos, mas que agora veio de encontro com a publicação da semana que vem propôr uma reflexão sobre a aurora que tem nos motivado a um entendimento de conexão e de pertencimento universal que está a abrir para a espécie humana uma ampliação de seu ponto vista permitindo o alcance da realidade de que somos todos parte do Universo sem a dicotomia do certo ou errado, do bonito ou do feio, do melhor e do pior. E, principalmente, permitindo o alcance do entendimento de que a solução dos problemas encontra-se no entendimento dos mecanismos de manutenção destes. Afinal, tudo que se fecha em si mesmo termina por se autodestruir. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Aracê

Aracê é uma palavra da língua tupi que significa: nascer do dia; aurora; canto de pássaros pela manhã. (Fonte internet)
Esse codinome foi escolhido para simbolizar as necessárias transições que todo ser humano tem durante sua vida. Neste espaço Aracê faz referência a possibilidade de manifestação da infinitude de todo ser humano. O nascer de um novo dia, o canto dos pássaros juntos fazem da aurora o marco do que já foi para o devir.
Neste espaço a roda de conversa estará aberta a temas importantes que serão abordados de forma clara, harmoniosa, e, respeitosa.
Obrigada pela atenção e colaboração. Tenhamos sempre em mente que estamos todos conectados pela mesma aurora.
Claro, vamos abrir espaço para links, divulgação dos patrocinadores... afinal, tudo nesta vida tem um custo... 
Começamos... 

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Atualizando Meu Ser

Existe um caminho a ser percorrido para se ter certeza sobre já se ter atingido um resultado...
Há tempos venho ensaiando iniciar a atividade da escrita... do compartilhar-me através de minhas palavras...
Redundei em pensamentos de inaptidão... baixa-estima... e cá estou... tentando enfim sair disso que tenho ressignificado como uma pausa, o que para alguns seria um equivalente ao ano sabático... ano sabático para mim significa um mergulho dentro de si mesmo através da exposição intensamente forte ao contexto dos outros... lugares, pessoas, tudo... comecei essa trajetória aos 44 anos quando deparei-me com a trágica realidade de que não tinha mais nenhum interesse em continuar fazendo o que fazia profissionalmente... hoje sei isso era um resultado... que me saltou aos olhos nessa data mas que estava sendo germinado durante toda minha vida... Quando assisti ao filme Comer, Rezar e Amar (inúmeras vezes...) dei-me conta de que estava chegando esse momento de minha vida... Principalmente na frase em que a personagem dizia "eu preciso sentir isso de novo... por qualquer coisa...". O tempo passou... as verdades deixaram de ser... as palavras se desorganizaram e comecei a ter que lidar com um eu que, definitivamente não conhecia... Incontáveis vezes, senti-me vivendo num estado que chamo "saindo de um coma"... nada me parecia familiar... não existia querer para nada daquilo... redundante dizer que vivi muito do que vi em filmes como o que citei... e noutros que desenvolvem temas como Conversando com Deus... As Cinco Pessoas que Você Encontra No Céu... O Contador de Histórias... O fato, é que rejeitei a ideia da evolução pois pensei que isso implicaria em ter que aceitar algumas das coisas que abominava... Caminhei, desorientada e só (não existe outra maneira de fazê-lo) nos meus recônditos, e, exausta fui aos poucos percebendo que estava insistindo num fim que não existe... Querendo respostas que não podem ser senão pelo sentir... Esperando dos outros o que só aconteceria em mim própria... Então, começou ainda não sei ao certo quando, isso que agora estou chamando de contato com minha própria essência... era um discurso frequente em minha atividade profissional... hoje é parte de mim... Para o outro era diferente... fazia um sentido mas não era o meu sentido... Agora, estou diante de uma escolha que exige que vá me arranjando pelo caminho que o Agora for trazendo... Muito do que oferecia as pessoas no momento da minha atuação profissional hoje sinto como parte de mim... a essencial parte de mim...  Agora, sinto que a verdade está se manifestando, ainda timidamente, mas está aqui... As palavras começaram a se organizar, e, estou começando a crer que chegou a hora de dizer minhas palavras...  Ainda que não tenha plena clareza sobre o que querem dizer...

... O significado mais importante de nossa vida pode ser aquele que só alcançamos no último instante... no momento tal da transição onde, enfim, sabemos para onde vamos quando nos desconectarmos do corpo físico... Muitas vezes, imaginei esse momento como um sonho onde transitamos de um lugar ao outro numa deliciosa velocidade... o que nos permite o livramento de sentimentos ruins e a indizível sensação de leveza que só a alegria proporciona...  Mas, esse processo permeia nossa existência... quando dei-me conta de que estava diante de um resultado percebi que tinha ido e vindo do passado inúmeras vezes... cada vez com mais distância dos fatos e das emoções que causaram... Mas, cada vez em que fui lá não pude deixar de interferir com aquilo que já sabia ter acontecido depois dos fatos... das emoções... Como nos filmes Efeito Borboleta... Isso foi demarcando a mudança mesmo que não me desce conta disso... Claro o mergulho em mim é solitário ninguém mais pode fazê-lo com a mesma inteireza que eu... Todavia, isso não esteve desconectado da vida, das pessoas, dos lugares, dos sentimentos que vivi... Emaranhados fizemos o percurso ao âmago do meu ser... Embora, claro, só eu possa ter o privilégio de dizer o que está aqui... E, como na explosão de um átomo que ao invés de morrer está se multiplicando, percebo que estou renascendo para um devir que não mais me causa medo...