terça-feira, 18 de setembro de 2018

Alimento para todos e todas



Estamos chegando a um entendimento, cada vez mais claramente, de que o ser humano precisa da vida social. Foi doloroso o caminho para a humanidade chegar nesse nível de consciência. Durante muito tempo estivemos dirigindo nossa existência através da lógica da adversariedade e isto resultou numa convivência pautada pela agressividade e pela competição. Onde todos, agressores e agredidos, tornaram-se vítimas presas num ciclo vicioso de ódio e medo. O resultado disso tem sido uma existência no sofrimento onde não há lugar para princípios de solidariedade, justiça e paz. Em geral, estávamos focados na configuração de um território hostil para justificar um "resultado chamado guerra". Durante as várias leituras que fiz do livro O Menino Do Dedo Verde de Saint Exupery enfrentei um profundo sentimento de desconexão com minha espécie. A leitura proporcionou-me um questionamento de como e quando tal confusão teve início? Quando a espécie humana encontrou e decidiu investir nessa forma de relacionamento entre si e com tudo a que tivesse acesso? Não encontrei resposta plausível. Todavia, caminhando e submetendo-me a alguns exercícios de autodesenvolvimento fui acessando entendimentos diferenciados que apontaram para outras possibilidades de convivência. Navegando na internet encontrei-me com esse vídeo, já visto em outros momentos, mas que agora veio de encontro com a publicação da semana que vem propôr uma reflexão sobre a aurora que tem nos motivado a um entendimento de conexão e de pertencimento universal que está a abrir para a espécie humana uma ampliação de seu ponto vista permitindo o alcance da realidade de que somos todos parte do Universo sem a dicotomia do certo ou errado, do bonito ou do feio, do melhor e do pior. E, principalmente, permitindo o alcance do entendimento de que a solução dos problemas encontra-se no entendimento dos mecanismos de manutenção destes. Afinal, tudo que se fecha em si mesmo termina por se autodestruir. 

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