O tempo fluiu e do último post até aqui a vida se fez muito intensa e reveladora.
Em todos os aspectos da vida a experiência foi mobilizadora de muita reflexão e imperativo de decisões e mudanças.
No âmbito pessoal tudo repercutiu para mudança de conceitos e reenquadre da convivência e das relações.
O principal deles foi em relação a lei da impermanência. O entendimento de que tudo está constantemente mudando e é inútil, se não patológico, apegar-se. O fluxo é permanente e para ser infinito o Universo precisa mudar.
Ser consciência impõe que se viva a escolha um segundo após outro. Ser processo impõe que se tenha como pressuposto que as consequências virão, portanto, é preciso ser inteiro na vivência. Só assim será possível escolher no agora sem sentimentos comprometidos pela dúvida e a desconexão.
Inevitavelmente, todos estamos inseridos num momento muito peculiar da história humana. Estamos num momento de nascimento de um novo modo de coexistência entre todos que habitam o planeta terra, principalmente, para os seres humanos que estão vivenciando uma transição de um modo predador de sobrevivência para um modo colaborativo e integrativo.
Contudo, não chegamos aqui pelo prazer e pelo amor. Não no que se refere ao respeito à tudo que existe e faz parte do Todo que é o Universo.
Fechados num entendimento arrogante e presunçoso nos enredamos numa existência agressiva e autodestrutiva que redundou num padrão insano e insustentável.
Ignorantes do curso natural do Universo e das leis que o regem fomos criando um território mental de ansiedade e angústia.
Isolados e inertes nos tornamos vulneráveis e descrentes sobre nosso existência. Temerosos e sem o discernimento sobre questões fundamentais: de onde viemos, o que somos, para onde vamos.
2020 está sendo dia-a-dia o divisor de águas para a vida humana. E, tudo que estava obscurecido pelo olhar fragmentado e incompreensível está vindo à tona reclamando um novo entendimento. Para tudo o que se escolher viver é preciso fazê-lo considerando a ressonância disso pela eternidade.
Mas, o principal disso tudo é que a vida humana precisa ser compreendida como parte do fluxo universal. Portanto, essa ilusão de vulnerabilidade precisa ser rompida. A existência humana segue um propósito universal que precisa ser aceito e sentido de maneira equilibrada entre tudo que a compõe e integra.
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